FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO!
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A morte do justo - uma comunicação mediúnica

Postado por CEAK Morada Nova terça-feira, 20 de setembro de 2011 Marcadores: , CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC - Morada Nova | FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO! 0 comentários

Em seguida à primeira evocação do Sr. Sanson, feita na Sociedade de Paris, um Espírito deu sob esta epígrafe a comunicação seguinte:

"Foi a de um justo a morte desse homem de quem neste momento vos ocupais, isto é, esperançosa e calma. Como o dia sucede naturalmente à aurora, a vida espiritual se lhe sucedeu à vida terrestre, sem rompimento nem abalo. O seu último suspiro foi tanto como um hino de reconhecimento e amor. E quão poucos os que atravessam assim a rude transição! Quão poucos os que após a confusão e desespero da vida concebem o ritmo harmonioso das esferas! Como o homem de saúde perfeita, de chofre mutilado, sofre nos membros separados ao corpo, assim, a alma do céptico, separada do corpo, se despedaça e, lancinante, se precipita no Espaço, inconsciente de si mesma.
"Orai por essas almas perturbadas; orai por todos os sofredores, que a caridade não se restringe à Humanidade visível, mas deve socorrer e consolar os habitantes do Espaço. Disso tivestes a prova evidente na súbita conversão desse Espírito (1) tocado pelas preces espíritas sobre o túmulo do homem de bem que vindes interrogar e que deseja fazer-vos progredir no bom caminho. O amor não tem limites; enche o Espaço e dá e recebe mutuamente as suas divinas consolações. Também o mar se desenrola numa perspectiva infinita, cujo espetáculo deslumbra o espírito, parecendo confundir-se no seu limite com os céus. São duas grandezas que se extremam. Pois bem; assim é o amor; mais profundo que as ondas, mais infinito que o Espaço, a todos vós, encarnados e desencarnados, deve unir na santa comunhão da caridade, fusão sublime do finito e do eterno. Georges."

(1)  Alusão ao Espírito Bernard, que se manifestou espontaneamente no dia das exéquias do Sr. Sanson. (Ver a Revue de maio de 1862, pág. 132.)

Texto retirado do Livro O Céu e o Inferno - por Allan Kardec ( Capítulo II - Espíritos felizes)

LEIA KARDEC E CONHEÇA O ESPIRITISMO!

Princípios da Doutrina Espírita sobre as penas futuras

Postado por CEAK Morada Nova domingo, 17 de julho de 2011 Marcadores: CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC - Morada Nova | FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO! 0 comentários


        A Doutrina Espírita, no que respeita às penas futuras, não se baseia numa teoria preconcebida; não é um sistema substituindo outro sistema: em tudo ela se apóia nas observações, e são estas que lhe dão plena autoridade. Ninguém jamais imaginou que as almas, depois da morte, se encontrariam em tais ou quais condições; são elas, essas mesmas almas, partidas da Terra, que nos vêm hoje iniciar nos mistérios da vida futura, descrever-nos sua situação feliz ou desgraçada, as impressões, a transformação pela morte do corpo, completando, em uma palavra, os ensinamentos do Cristo sobre este ponto.

       Preciso é afirmar que se não trata neste caso das revelações de um só Espírito, o qual poderia ver as coisas do seu ponto de vista, sob um só aspecto, ainda dominado por terrenos prejuízos. Tampouco se trata de uma revelação feita exclusivamente a um indivíduo que pudesse deixar-se levar pelas aparências, ou de uma visão extática suscetível de ilusões, e não passando muitas vezes de reflexo de uma imaginação exaltada.

      Trata-se, sim, de inúmeros exemplos fornecidos por Espíritos de todas as categorias, desde os mais elevados aos mais inferiores da escala, por intermédio de outros tantos auxiliares (médiuns) disseminados pelo mundo, de sorte que a revelação deixa de ser privilégio de alguém, pois todos podem prová-la, observando-a, sem obrigar-se à crença pela crença de outrem.



Do Livro: O Céu e o Inferno, cap.VII - As penas futuras segundo o Espiritismo; de Allan Kardec

A Eternidade das penas e o pecado original

Postado por CEAK Morada Nova sexta-feira, 15 de julho de 2011 Marcadores: CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC - Morada Nova | FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO! 0 comentários


Ezequiel contra a eternidade das penas e o pecado original

 

25. - A quem pretenda encontrar na Bíblia a justificação da eternidade das penas, pode-se opor os textos contrários que a tal respeito não comportam ambigüidades. As seguintes palavras de Ezequiel são a mais explícita negação, não somente das penas irremissíveis, mas da responsabilidade que o pecado do pai do gênero humano acarretasse à sua raça:
1. O Senhor novamente me falou e disse: - 2. Donde vem o uso desta parábola entre vós e consagrada proverbialmente em Israel: Os pais, dizeis, comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram estragados? - 3. Por mim juro, disse o Senhor Deus, que essa parábola não passará mais entre vós, como provérbio em Israel: - 4. Pois todas as almas me pertencem; a do filho está comigo como a do pai; a alma que tiver pecado morrerá ela própria.
5. Se um homem for justo, se proceder segundo a eqüidade e a justiça; - 7. Se não magoar nem oprimir ninguém; se entregar ao seu devedor o penhor que este lhe houver dado; se não tomar nada do bem de outrem por violência; se dá o seu pão a quem tem fome; se veste os que estão nus; - 8. Se não se presta à usura e não percebe mais do que tem dado; se desvia sua mão da iniqüidade e promove um juízo conciliatório entre dois que contendem; - 9. Se caminha segundo a pauta dos meus preceitos e observa as minhas ordens para obrar conforme a verdade, esse homem é justo e viverá mui certamente, disse o Senhor Deus.
10. Se esse homem tem um filho que dê em ladrão, e derrame sangue, ou que cometa algumas destas faltas; - 13. Esse filho morrerá mui certamente, pois tem praticado todas essas ações detestáveis, e seu sangue permanecerá sobre a terra.
14. Se esse homem tem um filho que, vendo todos os crimes por seu pai cometidos, se aterrorize e evite imitação; - 17. Este não morrerá por causa da iniqüidade de seu pai, mas viverá mui certamente. - 18. Seu pai, que tinha oprimido os outros por calúnias e que tinha praticado ações criminosas no meio do seu povo, morreu por causa da sua própria iniqüidade.
19. Se dizes: Por que o filho não tem suportado a iniqüidade de seu pai? É porque o filho tem obrado segundo a eqüidade e a justiça; tem guardado todos os meus preceitos; e porque os tem praticado viverá mui certamente.
20. A alma que tem pecado morrerá ela mesma: o filho não sofrerá pela iniqüidade do pai e o pai não sofrerá pelo iniqüidade do filho; a justiça do justo verterá sobre ele mesmo, a impiedade do ímpio verterá sobre ele.
21. Se o ímpio fez penitencia de todos os pecados que tem cometido, se observou todos os meus preceitos, se obra segundo a eqüidade e a justiça, ele viverá certamente e não morrerá. - 22. Eu não me lembrei mais de todas as iniqüidades que ele tenha cometido; viverá nas obras de justiça que houver praticado.
23. É que eu quero a morte do ímpio? disse o Senhor Deus, e não quero antes que se converta e desgarre do mau caminho que trilha? (Ezequiel, cap. XVIII.)
Dizei-lhes estas palavras: Eu juro por mim mesmo que não quero a morte do ímpio, mas que o ímpio se converta, que abandone o mau caminho e que viva. (Ezequiel, cap. XXXIII, v. 11.)

 Do Livro O Céu e o Inferno, Capítulo VI - Doutrina das penas eternas, nº 25